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Modelo estrutural
Considere uma viga biapoiada de vão \(L\), com uma seção fixa \(S_x\) em \(0 \lt x \lt L\). Um veículo é representado por cargas de eixos \(P_i\) para baixo, cujas distâncias fixas \(d_i\) são medidas a partir de um eixo de referência na posição \(s\). Ao deslocar o veículo, todas as posições dos eixos variam igualmente; as distâncias entre eixos devem permanecer fixas.
As cargas distribuídas \(q_j(z,s)\) atuam em intervalos prescritos. Contribuem apenas os eixos no vão e as partes desses intervalos que interceptam o vão. Uma interseção vazia contribui com zero. Uma carga distribuída pode acompanhar o veículo ou ocupar uma região de faixa prescrita separadamente; sua posição é determinada pela regra de carregamento, não pela linha de influência. Trechos sobrepostos se somam, salvo exclusão explícita pelo modelo de carga.
Cargas para baixo são entradas positivas e reações de apoio para cima são resultados positivos. O esforço cortante positivo atua para baixo na face do corte do corpo livre esquerdo; o momento fletor positivo traciona as fibras inferiores. Admite-se comportamento linear com pequenos deslocamentos.
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Superposição e áreas algébricas
Para qualquer resposta \(E\), seja \(\eta_E(z)\) a ordenada de sua linha de influência devida a uma carga unitária para baixo em \(z\). Em uma dada posição do veículo, multiplique cada carga de eixo por sua própria ordenada e integre cada carga distribuída com a mesma linha de influência. Some todas as contribuições algebricamente.
Para intensidade constante \(q\) em um intervalo recortado \([a,b]\), o efeito é \(q\) vezes a área algébrica sob a linha de influência. Em um ramo reto essa área é exatamente a de um trapézio. Ordenadas de reação e cortante são adimensionais, portanto suas áreas têm unidade de m; ordenadas de momento têm unidade de m, portanto suas áreas têm unidade de m².
Divida o intervalo em cada mudança de inclinação ou salto, especialmente em \(z=x\). Para cortante, mantenha os sinais das áreas negativa e positiva e use a ordenada lateral apropriada em cada extremidade de um ramo. Não use um único trapézio através do salto de cortante ou do pico de momento. Para intensidade não uniforme, use a integral em vez de \(q\) constante vezes área.
Rever a dedução das linhas de influência para carga unitária
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Reações de apoio
As linhas de influência das reações de apoio são lineares em todo o vão. Aplique a superposição com as seguintes ordenadas:
Para um trecho uniforme em \([a,b]\), obtém-se o mesmo resultado aplicando a resultante \(q(b-a)\) no centroide \((a+b)/2\). Essa substituição também funciona para momento somente quando todo o trecho está em um único ramo reto da linha de influência de momento; em geral falha para um trecho que cruza a seção.
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Esforço cortante
Mantenha a seção fixa e varie a coordenada da carga \(z\). Eixos à esquerda da seção contribuem com ordenadas negativas de cortante; eixos à direita contribuem com ordenadas positivas.
Se um eixo estiver exatamente na seção, informe os dois valores laterais de cortante em vez de calcular a média das ordenadas. O salto da linha de influência é +1 quando o eixo passa da esquerda para a direita, portanto o salto da resposta é +\(P_i\). O valor em um único ponto não afeta a integral da carga distribuída.
Para a carga uniforme em todo o vão mostrada, as duas áreas triangulares fornecem:
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Momento fletor
A linha de influência de momento fletor é contínua e triangular, com ordenadas positivas para cargas para baixo em qualquer ponto interior do vão. Seu pico ocorre na seção fixa.
Para uma carga uniforme em todo o vão, a área do triângulo completo fornece:
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Exemplo calculado em uma posição
Use a carga genérica mostrada nas três figuras. A carga de faixa cobre todo o vão independentemente da posição do veículo e é somada às cargas de eixos sem zona de exclusão. Esses valores ilustrativos não foram retirados de uma norma de projeto e não incluem impacto nem coeficientes de ponderação.
Reações de apoio
Esforço cortante
Momento fletor
Confira as reações com a carga vertical total e verifique os esforços na seção diretamente pelo corpo livre esquerdo. Apenas o eixo em 4 m e os primeiros 8 m de carga de faixa estão à esquerda do corte:
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Verificações e limitações
Os cálculos acima valem para uma posição arbitrária especificada do veículo, não necessariamente a crítica. Para obter extremos em uma seção fixa, translade o grupo completo de eixos preservando suas distâncias, incluindo entrada e saída, e avalie cada arranjo admissível de cargas distribuídas. Para cortante, verifique os dois lados de cada passagem de eixo. Os extremos positivo e negativo de cortante devem ser buscados separadamente. Carregue apenas regiões favoráveis da linha de influência quando as regras de carregamento permitirem; não remova cargas desfavoráveis exigidas por essas regras. Repita para outras seções para formar uma envoltória.
Esta é uma explicação estática e unidimensional, não um projeto de ponte conforme uma norma. Uma aplicação de projeto deve definir a norma aplicável, combinações de veículos e faixas, amplificação dinâmica, coeficientes de carga e combinação, regras de presença simultânea, distribuição transversal às longarinas e verificações de fadiga ou serviço exigidas. Um engenheiro habilitado deve verificar esses requisitos; eles não são fornecidos por este exemplo.
Com apenas cargas verticais neste modelo idealizado de viga, o esforço normal é zero. Frenagem, tração, ações horizontais, torção e efeitos locais de rodas exigem modelos adicionais.