Curso de Especialização em Engenharia Ferroviária - Módulo 8 - Infraestrutura ferroviária

Ensaios Não Destrutivos para Avaliação de Estruturas e Fundações em Concreto

Prof. Remo Magalhães de Souza, Eng. Civil, M.Sc., Ph.D.

Principais Ensaios Não Destrutivos (END) para avaliação de estruturas de concreto

  1. Ensaios de frente de carbonatação – para verificação da carbonatação do concreto, e possível despassivação da armadura.
  2. Ensaio com esclerômetro – para estimativa da resistência do concreto à compressão in-situ, por meio da avaliação da dureza superficial do concreto.
  3. Ensaios com ultrassom – para verificação da integridade do concreto e avaliação da resistência a compressão e módulo de elasticidade, a partir da velocidade de propagação de pulso ultrassônico.
  4. Ensaio com pacômetro – para detecção e determinação do diâmetro de armaduras e espessura de cobrimento.
  5. Ensaios de potencial de corrosão – para identificação de áreas com maior probabilidade de ocorrência de corrosão nas armaduras dos elementos estruturais em concreto armado.

1. Ensaio de carbonatação do concreto

2. Ensaio de esclerometria para estimativa da resistência do concreto

2. Ensaio de esclerometria para estimativa da resistência do concreto

2.2. Tratamento estatístico dos resultados

  • Média inicial - Calcular a média aritmética dos 16 valores individuais (impactos) dos índices esclerométricos correspondentes a uma única área de ensaio;
  • Resultados espúrios - Desprezar todo índice esclerométrico individual que esteja afastado em mais de 10% do valor médio obtido e calcular a nova média aritmética;
  • Índice esclerométrico médio final
    • O índice final deve ser obtido com no mínimo cinco valores individuais;
    • Quando isso não for possível, o ensaio esclerométrico dessa área deve ser desconsiderado;
    • Nenhum dos índices esclerométricos individuais restantes deve diferir em mais de 10% da média final;
    • Se isso ocorrer, o ensaio esclerométrico dessa área deve ser desconsiderado.

2. Ensaio de esclerometria para estimativa da resistência do concreto

2.4. Fatores que influenciam os resultados do ensaio de esclerometria (Anexo C - ABNt NBR 7584:2012)

  • Tipo de cimento – A influência do tipo de cimento é significativa na obtenção do índice esclerométrico, sendo necessário proceder a novas correlações sempre que houver mudança do tipo do cimento.
  • Tipo do agregado – Diferentes tipos de agregados podem fornecer concretos com a mesma qualidade, porém com diferentes índices esclerométricos.
  • Tipo de superfície – O estado da superfície a ser ensaiada é normalmente o que mais acarreta variabilidade dos resultados.
  • Condições de umidade da superfície – Superfícies úmidas podem provocar subestimativa da qualidade do concreto.
    • NOTA – No concreto estrutural, o índice esclerométrico pode indicar valores de resistência até 20% inferiores àqueles indicados para o concreto seco equivalente e, em alguns tipos de concreto, podem ocorrer discrepâncias ainda maiores.
  • Influência da carbonatação – A influência da carbonatação na dureza da superfície do concreto é significativa e promove a superestimação da resistência. Devem ser definidos coeficientes corretivos, a fim de minimizar o efeito da carbonatação.
    • NOTA – Em casos extremos, os valores estimados para a resistência do concreto, quando há carbonatação, podem superar os valores reais em mais de 50%, em função da espessura da camada carbonatada.
  • Influência da idade
    • A influência da idade na dureza superficial do concreto, em relação à dureza obtida nas condições normalizada (28 dias), ocorre devido a fatores, como a diferença de cura, carbonatação e outros.
    • Este fato distorce a correlação com a resistência estabelecida para as condições normalizadas. Portanto, estas correlações não são automaticamente válidas para idades superiores a 60 dias ou inferiores a 14 dias.
    • Fatores específicos devem ser considerados para cada concreto em questão, corrigindo-se quando necessário.

3. Ensaio de ultrassom para avaliação da integridade e resistência do concreto

4. Ensaio com pacômetro para identificação das armaduras e cobrimentos

5. Ensaio de potencial de corrosão